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Entenda como escolher bem um candidato e não cair no jogo político em época de eleições

De tempos em tempos, pelo regime político de nosso país, escolhemos nossos representantes em eleições municipais, estaduais e nacionais. Na hora de escolher bem um candidato, seja vereador, prefeito, deputado (estadual ou federal), governador, senador ou presidente, é preciso levar em consideração alguns pontos fundamentais.

Veja também:

Como escolher um bom candidato?

1 – Entenda a situação

Antes de escolher um bom candidato para votar nas eleições, é preciso entender o cenário e não agir com inocência. Na época da eleição, os candidatos se apresentam como a melhor solução e fazem de tudo para mostrar uma boa aparência, que esconde interesses que não são os do povo. É como falar de fé sem obras, imagens que tentam convencer, mas privilegiam interesses próprios ou de grupos particulares.

Sabendo que a política é permeada por um jogo de interesses, e que nem tudo o que parece realmente é, partimos para o próximo passo:

2 – Busque o que a Igreja ensina

Embora até lideranças da Igreja acabem se envolvendo em jogos políticos e defendam ideologias inadequadas, precisamos basear a nossa decisão naquilo que a Igreja ensina. Na Palavra de Deus e no Catecismo da Igreja Católica, por exemplo, encontramos direções fundamentais que podem ser aplicadas na hora de escolher.

Vejamos alguns trechos do Catecismo da Igreja Católica que te ajudarão em qualquer escolha:

1789. Algumas regras aplicam-se a todos os casos:

– nunca é permitido fazer mal para que daí resulte um bem;
– a “regra de ouro” é: “Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho, de igual modo, vós também” (Mt 7, 12) (56).– a caridade passa sempre pelo respeito do próximo e da sua consciência: “Ao pecardes assim contra os irmãos, ao ferir-lhes a consciência é contra Cristo que pecais” (1 Cor 8, 12). “O que é bom é não […] [fazer] nada em que o teu irmão possa tropeçar, cair ou fraquejar” (Rm 14, 21).

1777. Presente no coração da pessoa, a consciência moral (50) leva-a, no momento oportuno, a fazer o bem e a evitar o mal. E também julga as opções concretas, aprovando as boas e denunciando as más (51). Ela atesta a autoridade da verdade em relação ao Bem supremo, pelo qual a pessoa humana se sente atraída e cujos mandamentos acolhe. Quando presta atenção à consciência moral, o homem prudente pode ouvir Deus a falar-lhe.

1786. Perante a necessidade de decidir moralmente, a consciência pode emitir um juízo reto, de acordo com a razão e a lei de Deus, ou, pelo contrário, um juízo errôneo, que se afaste delas.

Existem diversas outras indicações que a Igreja faz sobre escolhas, sempre de maneira lúcida. Tendo uma base com as citações acima expostas e também buscando outras inspiradas por Deus, você pode pensar a escolha na prática.

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Fonte da imagem: Pexels.

3 – A escolha do candidato na prática

Após entender a situação e buscar entender o que a Igreja ensina, é importante pensar a sua escolha na prática. Aqui, vale responder algumas perguntas:

  • O candidato segue os princípios cristãos? Leva uma vida reta e segue os mandamentos? O Católico não deve apoiar candidatos que sejam a favor do aborto e de qualquer prática que vá contra a dignidade humana.
  • Possui um bom plano de governo e propostas que podem melhorar a vida de todos?
  • Possui a competência adequada para colocar em prática suas propostas?
  • Se já esteve envolvido com a política antes, Qual o seu desempenho e conduta moral?
  • Se nunca se envolveu com a política, busque entender suas motivações e também perceber sua conduta moral na vida social.

Acompanhamento

Após as eleições, quer seu candidato seja eleito ou não, você tem o direito e o dever de acompanhar o seu trabalho e cobrar que ele cumpra as funções para as quais foi eleito. É também dever de todo católico rezar por todas as autoridades, já que todo o poder vem de Deus e todo eleito por meios lícitos foi constituído por Ele.

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