buscai as coisas do alto
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O aluno que queria saber a diferença entre o céu e o inferno

Algumas histórias nos ajudam a entender os desígnios de Deus e como as pessoas devem agir para seguir Sua vontade e alcançar o céu. O texto de hoje foi retirado do livro “Buscai as Coisas do Alto”, do saudoso Pe. Léo, da Canção Nova.

A diferença entre o céu e o inferno

Um menino chegou para o seu mestre e perguntou:

– Mestre, qual é a grande diferença entre o céu e o inferno?

– Nenhuma.

– Como, nenhuma? Então, por que lutar para ir para o céu? E por que lutar para não ir para o inferno?

– Vamos fazer uma comparação. Para você, qual é a coisa mais importante do mundo?

– Para mim, é uma panela cheia de arroz.

E o mestre disse ainda:

– O céu e o inferno possuem duas grandes panelas de arroz.

– Então, qual é a diferença?

– Filho, quando a gente morre, a medida do nosso caixão é usada como modelo para fazer o cabo da colher eterna.

– Cabo da colher eterna?

– Conforme o tamanho da pessoa, se faz o cabo da colher, e esse cabo é grudado em sua mão com uma cola especial e nunca mais sai. No inferno, é uma tristeza, porque existe aquele panelão de arroz, e a pessoa tentar comer o arroz com uma colher com dois metros de cabo. As pessoas tentam comer, mas não conseguem, por isso começam a brigar.

– De que adianta ter arroz, de que adianta ter colher, se o braço é desse tamanho?

– O arroz não acaba, mas as pessoas morrem de fome. Isso é o inferno.

– E o céu, mestre?

– É a mesma coisa.

– Qual é a diferença, então? No céu o cabo é mais curto?

– É do mesmo tamanho, e às vezes chega a ser maior, porque acrescenta todas as boas obras que você fez.

– Aí é pior, então. Não entendo, mestre. Qual é a diferença?

– A diferença é que no céu estão aqueles que aprenderam a encher a colher e tratar o outro, e o outro, que está satisfeito, trata o outro e o outro trata o outro.

Essa é a visão do mundo: as pessoas que se detêm na planície transformaram a panela de arroz em inferno. Aonde todos têm dons, e cada um recebeu muitos dons, mas está querendo os dons só para si, e todos aqueles dons que queremos para nós mesmos acabam morrendo. É preciso aprender a partilhar: um precisa tratar do outro.

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