filhotes de andorinha
Agregando Valores

Devemos pedir como o filhote da andorinha

Diversas vezes já falamos aqui sobre a importância e o poder da oração com fé. Na verdade, em seu livro A Oração, Santo Afonso de Ligório é ainda mais incisivo. Ele insiste em sua obra que devemos pedir com fé e insistência, assim como fazem os filhotes famintos da andorinha.

Confira a seguir um interessante trecho do livro citado acima:

Peçamos, peçamos muito!

“Clamarei como o filhote da andorinha” (Is 38, 14), dizia o piedoso rei Ezequias. Os filhotes da andorinha não fazem outra coisa do que chilrear procurando com isso o auxílio e alimento de sua mãe. Do mesmo modo devemos nós proceder. Se quisermos conservar a vida da graça, devemos gritar sempre, pedindo a Deus a graça, para evitarmos a morte do pecado e para avançarmos em seu santo amor.

Refere o Padre Rodrigues, S.J., que os antigos padres do deserto, nossos primeiros mestres espirituais, fizeram entre si uma consulta para ver qual era o exercício mais necessário e útil à salvação eterna. Resolveram que era repetir a miúdo a breve oração de Davi: “Senhor, vinde em meu socorro!”. O mesmo, escreve Cassiano, deve fazer quem quiser salvar-se, dizendo sempre: Deus meu, ajudai-me, meu Deus, ajudai-me! Isto devemos fazer, desde a manhã, quando despertamos, e depois continuar a fazê-lo em todas as nossas necessidades e durante as nossas ocupações, que espirituais quer materiais, mormente, quando formos assaltados por qualquer tentação ou paixão.

Diz São Boaventura que, muitas vezes, a graça nos vem mais depressa por uma breve oração do que por muitas obras: “Às vezes, obtém-se mais depressa com uma breve oração o que dificilmente se alcançaria com boas obras”. Acrescenta Santo Ambrósio: “Quem ora, enquanto ora, recebe porquanto rezar e receber é a mesma coisa: Quem reza, enquanto reza já recebe o que pede; pois pedir é receber”.

São João Crisóstomo escreve que o homem mais poderoso é o que reza: “Nada há mais poderoso do que um homem que reza”, porque se faz participante do poder de Deus. Para chegarmos à perfeição, dizia São Bernardo, temos necessidade da meditação e da petição; pela meditação, vemos o que nos falta; pela súplica, recebemos o que nos é necessário: “Subamos pela meditação e pela petição! Aquela mostra o que nos falta, esta consegue que nada nos falte”.

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